A FLORESTA AMAZÔNICA

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A FLORESTA AMAZÔNICA

Posted by scampos em novembro 5, 2007

1. INTRODUÇÃO         A Amazônia é um tesouro inestimável que precisa ser preservado a todo custo. Além de ser a maior floresta do mundo, com a maior concentração de água doce e ter a maior biodiversidade do planeta, a floresta Amazônica é uma fonte de vida, um dos poucos lugares no planeta terra onde a natureza ainda exerce toda a sua força magnífica.          A flora amazônica ainda é praticamente desconhecida, com um fantástico potencial de plantas utilizáveis para o paisagismo, seja pela forma ou pelo colorido da inflorescência(parte floral de uma planta), desempenha vital função no equilíbrio do ecossistema. Tudo que ela produz é aproveitado de forma eficiente. A grande quantidade de chuvas na região também colabora para o seu perfeito desenvolvimento.         É uma floresta tropical fechada, formada em boa parte por árvores de grande porte, situando-se próximas uma das outras. Como as árvores crescem muito juntas uma das outras, as espécies de vegetação rasteira estão presentes em pouca quantidade na floresta. Isto ocorre, pois com a chegada de poucos raios solares ao solo, este tipo de vegetação não consegue se desenvolver. O mesmo vale para os animais. A grande maioria das espécies desta floresta vive nas árvores e são de pequeno e médio porte. Podemos citar como exemplos de animais típicos da floresta amazônica: macacos, cobras, marsupiais, tucanos, pica-paus, roedores, morcegos entre outros. Os rios que cortam a floresta amazônica (rio amazonas e seus afluentes) são repletos de diversas espécies de peixes. Os mais conhecidos são Negro, Tapajós, Xingu, Madeira e Jarí. A bacia Amazônica é uma região muito plana, mas, em contraposição, abriga o maior pico do Brasil, o Pico da Neblina, com 3014 m. Apesar de ser pouco habitada, a região tem indícios de presença humana que datam de 12.000 anos antes de Cristo.         A FLORESTA AMAZÔNICA – A MAIOR FLORESTA TROPICAL DO MUNDO – TESOURO DA HUMANIDADE 2. POSIÇÃO GEOGRÁFICA         Situada na região norte da América do Sul, a floresta amazônica possui uma extensão de aproximadamente 7 milhões de quilômetros quadrados, espalhada por territórios do Brasil, Venezuela, Colômbia, Peru, Bolívia, Equador, Suriname, Guiana e Guiana Francesa. Porém, a maior parte da floresta está presente em território brasileiro (estados do Amazonas, Amapá, Rondônia, Acre, Pará e Roraima). Em função de sua biodiversidade e importância foi apelidada de o “pulmão do mundo“.  A corrida pelas terras da Amazônia começou na década de 1970, quando a ditadura militar adotou uma política de “integrar para não entregar” – ou seja, ocupar a região para não correr o risco de perdê-la. Vindos do Nordeste e do Sul, Colonos empobrecidos instalaram-se na região ao longo dos grandes eixos de penetração na floresta, as rodovias Transamazônica e BR – 163, muitos morreram ou retornaram aos seus locais de origem, mais outros se adaptaram às duaras condições de vida, recorrendo a queimadas para cultivar roças de subsistência.3. TOPOGRAFIA         Os processos geológicos e climáticos de muitos anos atrás são responsáveis pela topografia da região da Amazônia de hoje. Antigamente a bacia Amazônica estava coberta por um grande lago chamado “Belterra”. Com o choque da placa sulamericana com outra no Oceano Pacífico há 80 milhões de anos atrás, os Andes se levantaram e os atuais rios começavam a cavar seus leitos. Assim surgiram três tipos característicos de topografia do bioma Amazônia: planaltos, planícies e depressões.         É justamente esta topografia do bioma Amazônia junto com a qualidade da água dos rios que determina as características dos seis ecossistemas principais do bioma Amazônia: Mata de terra firme(sempre seca), mata de várzea(que se alaga na época das chuvas), mata de Igapó(perenemente alagada), e em menor quantidade, Igarapé(pequenos rios que cruzam as florestas de várzeas), Cerrado(floresta baixa, com árvores pequenas e retorcidas)  e Caatinga(arbustos espinhosos com folhas duras, situados sobre as areias brancas do Rio Negro), totalizando uma área de 20.860.000ha.4. CLIMA         O clima que encontramos na região desta floresta é o equatorial, pois ela está situada próxima à linha do equador. Neste tipo de clima, as temperaturas são elevadas e o índice pluviométrico (quantidade de chuvas) também. Num dia típico na floresta amazônica, podemos encontrar muito calor durante o dia com chuvas fortes no final da tarde. Temperatura média: 22-28º e as precipitações médias 1.400-3.500mm.5. SOLO          O solo da floresta amazônica não é muito rico, pois possui apenas uma fina camada de nutrientes, a qual é formada pela decomposição das folhas, frutos e animais mortos, se tornando este rico humus matéria essencial para milhares de espécie de plantas  e árvores se desenvolverem naquela região. Mesmo em sendo o solo ligeiramente ácido e bastante arenoso, a fauna e a flora mantêm-se em virtude do estado de equilíbrio atingido pelo ecossistema, o que vai gerar um mínimo de perdas dos recursos naturais. Um exemplo claro disso está na distribuição acentuada de micorrizas pelo solo, que garantem às raízes uma absorção rápida dos nutrientes que escorrem a partir da floresta, com as chuvas. Também forma-se no solo uma camada de decomposição de folhas, galhos e animais mortos que rapidamente são convertidos em nutrientes e aproveitados antes da lixiviação(os nutrientes vegetais ou não, são arrastados pela infiltração da água para camadas mais profundas do solo). 6. FAUNA          A Floresta tem a maior variedade de espécies de aves, primatas, roedores, jacarés, sapos, insetos, lagartos e peixes de água doce do mundo. A maior parte da fauna amazônica é composta de pequenos roedores, aves, répteis e anfíbios, bem como, animais que habitam as copas das árvores, entre 30 e 50 metros, um ambiente de difícil acesso para o pesquisador. Não existem animais de grande porte. Entre as aves da copa estão os papagaios, tucanos e pica-paus. Entre os mamíferos estão os morcegos, roedores, macacos e marsupiais, as antas, o cateto e a queixada, assim como os mutuns e os inhambus, entre as aves do chão, merecem destaque.  Calcula-se que dentro da floresta amazônica convivem em harmonia mais de 20% de todas as espécies vivas do planeta, sendo 1400 de peixes, 300 de mamíferos e 1300 de pássaros, sem falar em dezenas de milhares de espécies de insetos, especialmente besouros, formigas e cumpins, outros invertebrados e microorganismos. Para se ter idéia do que isto significa, existem mais espécies vegetais num hectare de floresta amazônica de que em todo o território europeu.         A diversidade de espécies e a dificuldade de acesso às altas copas, faz com que grande parte da fauna ainda seja desconhecida.7.  FLORA          A flora amazônica é rica em espécies medicinais, frutíferas e industriais, com grande potencial econômico, tanto para extração de princípios ativos de largo uso na medicina, quanto na produção de frutos de excelente valor nutritivo e sabor, que são exploradas, basicamente, através do extrativismo.         Crescendo sob as árvores amazônicas, encontram-se plantas epífitas, como: bromélias, orquídeas, imbés e cactos. Essas plantas são importantes para a fauna que vive exclusivamente nos galhos e copas das árvores. Dentre os animais que se integram na comunidade epífita, temos os macacos, os sagüis, as jaguatiricas, os gatos-do-mato, lagartos, araras, papagaios, tucanos e muitos outros que se especializaram nesse habitat, acima do solo. Com o corte das árvores, as epífitas desaparecem e, com elas, toda a fauna associada.
Outrora abundantes em determinadas regiões, hoje grande parte dessas plantas se encontra em populações reduzidas.
         As matas alagadas contêm várias espécies de árvores de utilidade econômica, além de madeiras de lei. A seringueira, a sorva, a andiouba, a macaranduba, o buriti e o tiucum, produzem borracha, alimentos, óleos, resinas e fibras de importância econômica, além do além do bacurizeiro, a ipeca e o jaborandi. Específicas dos igapós de solos arenosos e de água preta são a piranheira (Piranhea trifoliata), a oeirana (Alchornea castaniifolia), várias espécies de Inga e de Eugenia, as palmeiras Copaifera martii (copaíba) e a Leopoldinia. Algumas árvores têm grande resistência às enchentes prolongadas, tais como a Myrciaria dubia, a Eugenia inundata (araçá de igapó) e, finalmente, a Salix humboldtiana, que sobrevivem a vários anos de submersão permanente.         Certamente a região amazônica tem um gigantesco potencial madeireiro, de plantas utilizáveis para o paisagismo e de espécies vegetais com substâncias para uso medicinal. Mas é necessário que tais recursos sejam mantidos de forma renovável. A floresta amazônica ensina que o extrativismo indiscriminado apenas desertifica, pois ela é mantida pela camada de húmus em um solo fresco, muitas vezes arenoso.         Portanto, é imprescindível utilizar a floresta de uma forma racional. Explorando-a, mas renovando-a com as mesmas espécies nativas.8. PROBLEMAS ATUAIS ENFRENTADOS PELA FLORESTA AMAZÔNICA         As forças do mercado globalizado estão invadindo a Amazônia, acelerando a destruição. Um dos principais problemas é o desmatamento ilegal e predatório. Madeireiras instalam-se na região para cortar e vender troncos de árvores nobres. Há também fazendeiros que provocam queimadas na floresta para ampliação de áreas de cultivo (principalmente de soja). Estes dois problemas preocupam cientistas e ambientalistas do mundo, pois em pouco tempo, podem provocar um desequilíbrio no ecossistema da região, colocando em risco a floresta.         Outro problema é a biopirataria na floresta amazônica. Cientistas estrangeiros entram na floresta, sem autorização de autoridades brasileiras, para obter amostras de plantas ou espécies animais. Levam estas para seus países, pesquisam e desenvolvem substâncias, registrando patente e depois lucrando com isso. O grande problema é que o Brasil teria que pagar, futuramente, para utilizar substâncias cujas matérias-primas são originárias do nosso território.         Com a descoberta de ouro na região (principalmente no estado do Pará), muitos rios estão sendo contaminados. Os garimpeiros usam o mercúrio no garimpo, substância que está contaminando os rios e peixes da região. Índios que habitam a floresta amazônica também sofrem com a extração de ouro na região, pois a água dos rios e os peixes são importantes para a sobrevivência das tribos.COMO OS MODELOS REPRESENTAM O CLIMA ATUAL? Um importante aspecto de medida de desempenho de um modelo ou conjunto de modelos, quanto aos seus prognósticos, é a capacidade de simular os elementos climáticos importantes no clima atual. A representação da temperatura e precipitação do clima atual considerando a média dos valores anuais das simulações (20c3m) dos modelos (MULTI) é comparada com as observações (OBS) em toda a bacia amazônica e nas suas sub-bacias. Os resultados são apresentados na Tabela 1. A análise de toda a bacia (coluna Amazônia) indica que em média os modelos são 0,6ºC mais frios e também mais secos, produzindo 24% menos chuva que a média anual observada para a bacia no período 1961 e 1990. Nas sub-bacias o comportamento dos modelos se repete, sendo as sub-bacias do Negro, Juruá-Purus e Tapajós-Xingu as mais secas, respectivamente, com 37%, 31% e 31% de chuva a menos e viés de temperatura variando de -0,2ºC a -0,8ºC (condição mais fria). Os modelos HADCM3, GIER e CNCM3 também simulam um clima mais seco para a Amazônia do que o observado, com déficits de chuva anual de 10%, 20% e 10%, respectivamente. No caso da temperatura do ar, enquanto o CNMC3 é mais frio em cerca de 0,8ºC, o HADCM3 e o GIER são mais quentes em cerca de 1,1ºC e 1,3ºC. O padrão de clima mais seco dos modelos HADCM3, GIER e CNCM3 se mantém nas sub-bacias, com exceção da do Madeira, onde o HADCM3 e o CNCM3 apresentam um viés positivo na precipitação de 11% e 25%, respectivamente, e na sub-bacia do Negro, onde o GIER tem viés negativo na temperatura de -0,5ºC. Em geral, é nas sub-bacias do Negro e Tapajós-Xingu que os modelos apresentam os maiores desvios da climatologia de precipitação e de temperatura do ar. São também essas sub-bacias as comumente mais afetadas pelo fenômeno El-Niño.a17tab01.gif

Em termos de variabilidade inter-anual, alguns modelos apresentam grande variabilidade, como no caso HADCM3 e do CNCM3, enquanto outros mostram pequena variação, caso do GIER, quando comparados ao clima observado (OBS), tanto para temperatura do ar (Figura 1a) quanto para a precipitação (Figura 1b). Na média dos modelos (MULTI) a variabilidade inter-anual é bem menor que a climatologia. Isso significa que a maioria dos modelos não consegue capturar a variabilidade inter-anual do clima atual, enquanto que alguns modelos tendem a intensificar esse padrão e, portanto, a superestimar a ocorrência de eventos extremos. Em geral, na maioria dos modelos, a precipitação é subestimada em todas as sub-bacias, com ênfase para a estação chuvosa (não apresentado). Apesar da grande variabilidade entre os modelos na simulação do clima atual, eles são incapazes de capturar a variação inter-anual da precipitação (ver faixa de desvio padrão na Figura 1b). A temperatura do ar é melhor representada pelos modelos, que em média simulam um clima anual ligeiramente mais ameno que o observado, mas com variabilidade intra-anual muito maior que a observada, especialmente na estação seca, quando os mesmos tendem a superestimar a temperatura do ar observada (não mostrado). SAVANIZAÇÃO DA AMAZÔNIA O nível de seca da Amazônia previsto pelo modelo HADCM3 levaria a substituição de grande área de floresta na Amazônia por um tipo de vegetação de savana (4). Estudos de alteração de bioma, utilizando cenários de mudanças climáticas globais do IPCC, têm sugerido a possibilidade de savanização de parte da Amazônia até o final deste século, resultados ressaltados recentemente pelo IPCC (11). Grande parte dos estudos utiliza-se das saídas geradas pelo modelo HADCM3. Recentemente, uma avaliação de um conjunto mais amplo de dados do IPCC, resultantes de 15 modelos climáticos, mostrou que os modelos que apresentam maiores desvios da climatologia nessa análise (ex. HADCM3) apresentam também uma ampla área de savanização da Amazônia, enquanto que os modelos com menores desvios da climatologia (ex. GIHR) indicam pequenas áreas de avanço de savana sobre a floresta (ver Fig. 3 em 5). Isso indica que os resultados são dependentes dos modelos climáticos e dos cenários utilizados, onde aparentemente modelos que apresentam grandes desvios da climatologia (ex. modelos de clima mais seco na segunda metade do século XX), tendem a superestimar e, até mesmo, a antecipar uma nova condição de equilíbrio, no caso o de um clima inadequado para manter os ecossistemas atuais, que seriam substituídos por um tipo de vegetação de savana. A Figura 2 apresenta valores médios mensais de precipitação no período 1961-1990 para uma área de aproximadamente 300 km por 400 km ao sul de Belém, estado do Pará, onde predomina um ecossistema de floresta tropical úmida típico da Amazônia. A curva verde representa a climatologia de precipitação observada e a curva preta a climatologia do modelo HADCM3. Neste caso, fica evidenciado que o modelo não é capaz de reproduzir as observações. A climatologia de chuva prevista pelo modelo foi abaixo da observada em todos os meses do ano e, na média anual, é em torno de 50% mais seco que a observação. A curva vermelha representa a projeção do modelo HADCM3 para a precipitação no período 2061-2090 no cenário pessimista de emissões (A2). Nesse cenário haveria uma redução adicional da precipitação anual de aproximadamente 56% em relação à precipitação do próprio modelo no período 1961-1990. Mesmo nos cenários B1 e A1B a redução de precipitação do modelo HADCM3 é drástica nessa área (não apresentado). Para efeito de comparação, a figura 2 apresenta também dados climatológicos de uma área de ecossistema típico de savana situada no sul do estado de Tocantins. Nota-se que o regime anual de chuvas dessa região de savana é similar ao do modelo HADCM3 para a região de Belém, exceto que a precipitação anual é aproximadamente 40% superior à precipitação do modelo, ou seja, a precipitação anual medida em uma área de vegetação típica de savana é muito maior que a precipitação produzida pelo modelo para uma área típica de floresta tropical úmida. Por outro lado, o método de análise de mudança climática considera que os desvios que os modelos apresentam na simulação do clima atual são sistemáticos e, portanto, que esses desvios devem se propagar nas projeções dos climas futuros. Desta maneira, a redução projetada de aproximadamente 56% nas precipitações do modelo HADCM3 para o período 2061-2090 (curva vermelha) é uma forte indicação de mudança climática que pode levar a substituição da floresta atual.

 

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